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Sete erros que não podemos cometer na família

Atualizado: 11 de nov. de 2023




Adentrar nas páginas do livro de Gênesis é embarcar em uma jornada fascinante pela narrativa das origens, onde as histórias de figuras bíblicas transcendem o tempo. No capítulo 25, somos apresentados à família de Isaque, cujas experiências e desafios oferecem uma profunda reflexão sobre as dinâmicas familiares. O que acontece quando as preferências parentais se manifestam? Como escolhas impulsivas podem moldar destinos? E, acima de tudo, quais lições atemporais podemos extrair desses relatos para compreendermos as complexidades das relações familiares? Vamos explorar o intrigante capítulo 25 de Gênesis em busca de respostas a essas perguntas e descobrir as ricas lições que essa história ancestral tem a nos oferecer.



27Cresceram os meninos. Esaú saiu perito caçador, homem do campo; Jacó, porém, homem pacato, habitava em tendas. 28Isaque amava a Esaú, porque se saboreava de sua caça; Rebeca, porém, amava a Jacó.

Gn. 25.27,28


Gênesis 25 narra a história da família de Isaque, destacando alguns erros e desafios enfrentados por seus membros. Aqui estão alguns pontos notáveis:


Preferência parental:

Isaque e Rebeca mostram preferências diferentes por seus filhos, Esaú e Jacó. Essa preferência cria rivalidade e conflito entre os irmãos desde o início.


Desprezo pelo direito de primogenitura:

Esaú, o primogênito, menospreza seu direito de primogenitura ao trocá-lo por um prato de comida, mostrando impulsividade e falta de consideração pelas consequências a longo prazo.


Escolhas de casamento desfavoráveis:

Esaú escolhe casar-se com mulheres que não compartilham da fé e dos valores de sua família, o que causa tristeza aos pais.


Obrigar o filho a cometer um erro:

Rebeca, ao saber da intenção de Isaque de abençoar Esaú, manipula a situação para garantir a bênção para Jacó, forçando-o a enganar o pai.


Esses episódios ilustram que mesmo uma família notável na Bíblia não está isenta de conflitos, preferências injustas e escolhas prejudiciais. No entanto, ao mesmo tempo, oferece lições valiosas sobre as consequências desses erros e a importância do perdão e da reconciliação para a restauração familiar.


Grandes problemas na família são gerados por pequenos erros que cometemos.

A família de Isaque cometeu sucessão de erros que geraram grandes transtornos.


Estes são os erros que não podemos cometer:


1. Ter preferência por filhos.

O texto bíblico nos mostra que:


A. Você pode ter preferência por um filho por questão de interesse (Gn. 25.28).


Isaque amava a Esaú por causa da comida que seu filho preparava para ele.

“28Isaque amava a Esaú, porque se saboreava de sua caça; Rebeca, porém, amava a Jacó”.


B. Você pode ter preferência por um filho por uma questão pessoal (Gn. 25.23,27,28).


Rebeca preferia Jacó talvez por ter sido mais presente e por ter sido o filho escolhido por Deus.

"23Disse-lhe o Senhor: “Duas nações estão em seu ventre; já desde as suas entranhas dois povos se separarão; um deles será mais forte que o outro, mas o mais velho servirá ao mais novo”.


27Os meninos cresceram. Esaú tornou-se caçador habilidoso e vivia percorrendo os campos, ao passo que Jacó cuidava do rebanho e vivia nas tendas.


“28Isaque preferia Esaú, porque gostava de comer de suas caças; Rebeca preferia Jacó”.



2. Desprezar o seu direito na família (Gn. 25.29-34).

A Escritura nos mostra em que contexto podemos desprezar a nossa posição em nossa família.


A. Às vezes desprezamos a nossa posição em nossa família por causa de uma necessidade (29).


Esaú renunciou ao seu direito de primogenitura por estar faminto.

29Certa vez, quando Jacó preparava um ensopado, Esaú chegou faminto, voltando do campo, 30e pediu-lhe: “Dê-me um pouco desse ensopado vermelho aí. Estou faminto!” Por isso também foi chamado Edom.


Algumas pessoas não valorizam a sua posição de pai ou de mãe ou de filho porque dão mais importância as suas necessidades.


B. Às vezes desprezamos a nossa posição em nossa família quando recebemos uma proposta (31).


Esaú recebeu uma proposta de Jacó para ter o que queria.

31Respondeu-lhe Jacó: “Venda-me primeiro o seu direito de filho mais velho”.


C. Às vezes desprezamos a nossa posição na família por valorizarmos mais as necessidades passageiras (32).


Esaú valorizou mais a sua situação do momento do que o seu direito de primogenitura.

32Ele respondeu: Estou a ponto de morrer; de que me aproveitará o direito de primogenitura?


D. Às vezes desprezamos a nossa posição na família por insistência de terceiros (33).


Jacó insistiu em Esaú vender o seu direito de primogenitura.

33Jacó, porém, insistiu: “Jure primeiro”. Ele fez um juramento, vendendo o seu direito de filho mais velho a Jacó.



3. Entrar num jugo desigual casando-se com uma pessoa pagã.

A escolha de Esaú nos ensina verdades importantes:


A. Evite casar com alguém que tenha fé, cultura e valores diferentes da sua família (Gn. 26.34).


Esaú se casou com duas mulheres que tinham fé, cultura e valores diferentes de sua família.


34Tinha Esaú quarenta anos de idade quando escolheu por mulher a Judite, filha de Beeri, o hitita, e também a Basemate, filha de Elom, o hitita.


B. Evite casar com alguém que não está dentro dos padrões das Escrituras para não amargurar os seus pais (35).


As mulheres de Esaú trouxeram amargura para Isaque e Rebeca.

35Elas amarguraram a vida de Isaque e de Rebeca.



4. Obrigar o seu filho a cometer um erro.

A palavra de Deus vai nos mostrar que:


Não podemos obrigar o nosso familiar cometer um erro por causa de uma decisão tomada por um membro da família (Gn. 27.1-3).


Rebeca obrigou Jacó a errar porque tomou conhecimento da decisão de Isaque de abençoar Esaú depois que ele preparasse uma comida saborosa para ele.


1Tendo Isaque envelhecido, seus olhos ficaram tão fracos que ele já não podia enxergar. Certo dia chamou Esaú, seu filho mais velho, e lhe disse: “Meu filho!”

Ele respondeu: “Estou aqui”.

2Disse-lhe Isaque: “Já estou velho e não sei o dia da minha morte. 3Pegue agora suas armas, o arco e a aljava, e vá ao campo caçar alguma coisa para mim. 4Prepare-me aquela comida saborosa que tanto aprecio e traga-me, para que eu a coma e o abençoe antes de morrer”.

5Ora, Rebeca estava ouvindo o que Isaque dizia a seu filho Esaú. Quando Esaú saiu ao campo para caçar, 6Rebeca disse a seu filho Jacó: “Ouvi seu pai dizer a seu irmão Esaú: 7‘Traga-me alguma caça e prepare-me aquela comida saborosa, para que eu a coma e o abençoe na presença do Senhor antes de morrer’.


Não podemos obrigar o nosso familiar cometer um erro, mesmo que seja por um bom motivo (Gn. 27.8-10).


Rebeca obrigou Jacó a enganar para ser abençoado pelo seu pai.


8Agora, meu filho, ouça bem e faça o que lhe ordeno: 9Vá ao rebanho e traga-me dois cabritos escolhidos, para que eu prepare uma comida saborosa para seu pai, como ele aprecia. 10Leve-a então a seu pai, para que ele a coma e o abençoe antes de morrer”.


Não podemos obrigar o nosso familiar cometer um erro, pois vamos deixá-lo preocupado (11).


Jacó expos a sua mãe uma situação que o preocupava.


11Disse Jacó a Rebeca, sua mãe: “Mas o meu irmão Esaú é homem peludo, e eu tenho a pele lisa.


Não podemos obrigar o nosso familiar cometer um erro, pois vamos deixá-lo com medo das consequências (12).


Jacó comentou com sua mãe os problemas que poderia passar ao enganar o seu pai.


12E se meu pai me apalpar? Vai parecer que estou tentando enganá-lo, fazendo-o de tolo e, em vez de bênção, trarei sobre mim maldição”.


Não podemos obrigar o nosso familiar cometer um erro mesmo que afirmemos que vamos assumir as consequências do erro.


Rebeca procurou convencer Jacó a cometer o erro dizendo que assumirias as consequências do erro.


13Disse-lhe sua mãe: “Caia sobre mim a maldição, meu filho. Faça apenas o que eu digo: Vá e traga-os para mim”.


5. Enganar o seu familiar (Gn. 27.18-25).

Encontramos cinco razões para não enganarmos nossos familiares.


O familiar pode desconfiar (Gn. 27.18-23).


Isaque desconfiou de Jacó, pois achou que achou que a caça foi rápida, quis apalpar seu filho e percebeu que a voz era de Jacó.


18Ele se dirigiu ao pai e disse: “Meu pai”.

Respondeu ele: “Sim, meu filho. Quem é você?”

19Jacó disse a seu pai: “Sou Esaú, seu filho mais velho. Fiz como o senhor me disse. Agora, assente-se e coma do que cacei para que me abençoe”.

20Isaque perguntou ao filho: “Como encontrou a caça tão depressa, meu filho?”

Ele respondeu: “O Senhor, o seu Deus, a colocou no meu caminho”.

21Então Isaque disse a Jacó: “Chegue mais perto, meu filho, para que eu possa apalpá-lo e saber se você é realmente meu filho Esaú”.

22Jacó aproximou-se do seu pai, Isaque, que o apalpou e disse: “A voz é de Jacó, mas os braços são de Esaú”. 23Não o reconheceu, pois seus braços estavam peludos como os de Esaú, seu irmão; e o abençoou.


O familiar pode ser levado a fazer o que é certo de forma errada (Gn. 27.26-27).


Isaque abençoou Jacó por meio de um engano.


26Então Isaque, seu pai, lhe disse: “Venha cá, meu filho, dê-me um beijo”.

27Ele se aproximou e o beijou. Quando sentiu o cheiro de suas roupas, Isaque o abençoou, dizendo:


O familiar de algum modo descobrirá a verdade (27.30-36).


Isaque e Esaú descobrem o engano de Jacó.


30Quando Isaque acabou de abençoar Jacó, mal tendo ele saído da presença do pai, seu irmão, Esaú, chegou da caçada. 31Ele também preparou uma comida saborosa e a trouxe a seu pai. E lhe disse: “Meu pai, levante-se e coma da minha caça, para que o senhor me dê sua bênção”.

32Perguntou-lhe seu pai, Isaque: “Quem é você?”

Ele respondeu: “Sou Esaú, seu filho mais velho”.

33Profundamente abalado, Isaque começou a tremer muito e disse: “Quem então apanhou a caça e a trouxe para mim? Acabei de comê-la antes de você entrar e a ele abençoei; e abençoado ele será!”

34Quando Esaú ouviu as palavras de seu pai, deu um forte grito e, cheio de amargura, implorou ao pai: “Abençoe também a mim, meu pai!”

35Mas ele respondeu: “Seu irmão chegou astutamente e recebeu a bênção que pertencia a você”.

36E disse Esaú: “Não é com razão que o seu nome é Jacó? Já é a segunda vez que ele me engana! Primeiro tomou o meu direito de filho mais velho, e agora recebeu a minha bênção!” Então perguntou ao pai: “O senhor não reservou nenhuma bênção para mim?”


O familiar pode sofrer muito ao saber que foi enganado (34,38).


Esaú sofreu grandemente quando descobriu o engano do seu irmão.


34Quando Esaú ouviu as palavras de seu pai, deu um forte grito e, cheio de amargura, implorou ao pai: “Abençoe também a mim, meu pai!”


38Esaú pediu ao pai: “Meu pai, o senhor tem apenas uma bênção? Abençoe-me também, meu pai!” Então chorou Esaú em alta voz.


O familiar pode reagir negativamente ao saber que foi enganado (41).


Esaú passou a odiar o seu irmão.


41Esaú guardou rancor contra Jacó por causa da bênção que seu pai lhe dera. E disse a si mesmo: “Os dias de luto pela morte de meu pai estão próximos; então matarei meu irmão Jacó”.


6. Odiar o seu familiar.

A história da família de Isaque nos revela 4 motivos para não odiar os familiares faltosos.


O ódio nos leva planejar o mal contra um familiar (41).


Esaú planejou matar o seu irmão.


41Esaú guardou rancor contra Jacó por causa da bênção que seu pai lhe dera. E disse a si mesmo: “Os dias de luto pela morte de meu pai estão próximos; então matarei meu irmão Jacó”.


O ódio é percebido pelos familiares (42).


Rebeca soube que Esaú queria matar o seu irmão.


42Chegaram aos ouvidos de Rebeca estas palavras de Esaú, seu filho mais velho; ela, pois, mandou chamar a Jacó, seu filho mais moço, e lhe disse: Eis que Esaú, teu irmão, se consola a teu respeito, resolvendo matar-te.


O ódio gera separação de familiares (43,44).


Rebeca resolveu afastar Jacó de Esaú.


43Ouça, pois, o que lhe digo, meu filho: Fuja imediatamente para a casa de meu irmão Labão, em Harã. 44Fique com ele algum tempo, até que passe o furor de seu irmão.


O ódio gera medo no familiar (43-45).


Rebeca estava com medo de perder seu filho.


45Quando seu irmão não estiver mais irado contra você e esquecer o que você lhe fez, mandarei buscá-lo. Por que perderia eu vocês dois num só dia?


7. Revoltar-se contra o seu familiar (Gn. 28.6-9).

A revolta leva a pessoa a agir de maneira ofensiva e ter atitudes vingativas (6-9).


Esaú casou com outra mulher só para desagradar e ofender os seus pais.


6Esaú viu que Isaque havia abençoado a Jacó e o havia mandado a Padã-Arã para escolher ali uma mulher e que, ao abençoá-lo, dera-lhe a ordem de não se casar com mulher cananeia. 7Também soube que Jacó obedecera a seu pai e a sua mãe e fora para Padã-Arã. 8Percebendo então Esaú que seu pai Isaque não aprovava as mulheres cananeias, 9foi à casa de Ismael e tomou a Maalate, irmã de Nebaiote, filha de Ismael, filho de Abraão, além das outras mulheres que já tinha.


Conclusão

Ao meditar na história desta família, testemunhamos a tessitura intricada de uma família marcada por preferências, escolhas controversas e desafios inesperados. A saga de Isaque, Rebeca, Esaú e Jacó transcende as eras, ecoando verdades atemporais sobre a complexidade das relações familiares. Como reflexo de nossa própria humanidade, essas narrativas antigas revelam que, mesmo nas genealogias sagradas, encontramos erros e dilemas familiares.

Contudo, ao invés de se perderem nas sombras do passado, essas histórias oferecem uma luz valiosa para nossas próprias jornadas familiares. Elas nos convocam à autorreflexão, nos desafiam a examinar nossas preferências, a ponderar sobre nossas escolhas e a cultivar a empatia diante dos erros alheios.

Que as lições extraídas deste capítulo não apenas ressoem em nossos corações, mas também moldem nossas relações, guiando-nos para uma compreensão mais profunda, perdão mais generoso e amor mais redentor. Assim, ao encerrarmos o capítulo 25, somos convidados a aplicar suas verdades intemporais em nossa própria jornada familiar, transformando erros em aprendizado e conflitos em oportunidades para a construção de laços mais fortes e resilientes.


Reflexão

Cometemos alguns desses erros com os nossos familiares?

Como reagimos quando um familiar errar?

Pedimos perdão ao nosso familiar pelo erro que cometemos?


Aplicações

Não tenha preferência por nenhum filho.

Não despreze o seu direito na família.

Não entre num jugo desigual.

Não obrigue seu familiar a cometer um erro.

Não engane seu familiar.

Não odeie o seu familiar.

Não se vingue do seu familiar.



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