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O que nos motiva a servir a Cristo hoje?

Atualizado: 6 de jun. de 2018



2 Coríntios 5:13-15


"Se enlouquecemos, é por amor a Deus; se conservamos o juízo, é por amor a vocês.

Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram.

E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou".


Introdução


Em 1858, Frances Ridley Hevergal visitou a Alemanha com o pai, que se tratava de um problema nos olhos. Durante sua estadia na casa de um pastor, viu um crucifixo na parede e, logo abaixo dele, as palavras: “Fiz isto por ti. O que fizeste por mim?”. Mais que depressa, pegou um pedaço de papel e escreveu um poema baseado nessas palavras; no entanto, não gostou do que havia escrito e jogou o papel na lareira. O papel permaneceu intocado! Posteriormente, seu pai a incentivou a publicar o que havia escrito, e hoje cantamos essas palavras com uma música composta por Phillip P. Bliss:


Morri na cruz por ti

Morri pra te salvar

Meu sangue, sim, verti

Morri, morri na cruz por ti

Que fazes tu por mim?


Nestes versículos escrito para os coríntios em 57 d.C na Macedônia, Paulo revela a sua segunda grande motivação do seu ministério: O amor de Cristo.


Hoje vamos entender que:


O amor de Cristo nos leva a servi-lo continuamente.

Por três razões:


1. Seu amor é motivacional (2 Co. 5.13, 14a).

“Se enlouquecemos, é por amor a Deus; se conservamos o juízo, é por amor a vocês. Pois o amor de Cristo nos constrange...”.



Paulo sabia que era considerado louco por seus opositores e pelos incrédulos por pregar o verdadeiro evangelho, por falar a verdade e por ser um homem totalmente dedicado a Deus. Por outro lado, Paulo procurava usar uma comunicação clara ao ensinar a Escritura para a igreja. Além disso, Paulo deixa claro que o amor de Cristo o constrangia a pregar o evangelho e a servir a Deus continuamente.


O amor de Cristo no leva a ser considerados como loucos quando:

“Se enlouquecemos, é por amor a Deus...”.


Agimos excepcionalmente com Deus;

Somos fiéis a Deus na pregação do evangelho puro;

Temos profunda devoção a Deus;

Dedicamos totalmente a nossa vida a Deus.


O amor de Cristo nos leva a agir em perfeito juízo com nossos irmãos:

“... se conservamos o juízo, é por amor a vocês”.


Agindo com coerência com nossos irmãos;

Buscando o bem-estar dos irmãos;

Comunicando uma mensagem racional e clara para os nossos irmãos.


O amor de Cristo nos constrange a servi-lo.

“Pois o amor de Cristo nos constrange”.


Isto significa de acordo com algumas traduções da Bíblia que:


Somos impulsionado por seu amor.

“De qualquer forma, o amor de Cristo nos impulsiona. Porque cremos que ele morreu por todos, também cremos que todos morreram”. (Nova Versão Transformadora)


Somos governados por seu amor.

“Qualquer coisa que nós façamos, não é certamente para o nosso próprio proveito, mas porque o amor de Cristo agora nos governa. Visto que cremos que Cristo morreu por todos, devemos crer também que já morremos para a velha vida”. (Nova Bíblia Viva)


Somos dominado por seu amor.

“Pois o amor de Cristo nos domina, porque reconhecemos isto: um morreu por todos; logo, todos morreram”. (Nova Almeida Atualizada).


Alguns comentaristas bíblicos reforçam meu entendimento sobre este aspecto do amor de Cristo e nos dão um maior esclarecimento. Segue abaixo os comentários.

“Porque, a menos que nosso coração seja mais duro que o aço, a lembrança do grande amor que Cristo nos revelou, ao submeter-se à morte em nosso favor, nos constrange a devotar-nos inteiramente a Ele. Paulo mesmo põe isso em realce, ao afirmar que é justo que vivamos para Ele e morramos para nós mesmos. Ele já dissera que o temor o incitava a cumprir seu dever, porquanto um dia teria de prestar contas; e aqui ele traz a lume outro motivo – o imensurável amor de Cristo por nós, amor este que Ele evidenciou por meio de sua morte. O conhecimento deste amor compele de tal forma nossos sentimentos que outra coisa não fazemos, senão amá-Lo em retribuição".

(João Calvino)


“O amor de Cristo, que influenciou tão profundamente o apóstolo, de tal maneira que este entregou a própria vida para um serviço de total zelo e fidelidade ao Senhor, tem que ser algo excepcional. [...] O que motiva Paulo não era uma ideia vaga a respeito da boa vontade de Cristo, mas o fato real de que um morreu por todos. [...] Só o caráter excepcional do amor de Cristo, entendido como a força que o levou a morrer em nosso lugar, explica de modo satisfatório o tremendo poder motivacional na vida de Paulo”.

(Colin Kruse)


“Ao contemplar o amor extraordinário que Cristo havia demonstrado por ele, Paulo não podia deixar de ser impelido a servir a esse Senhor maravilhoso”.

(William MacDonald).


“O obreiro cristão deve ter não apenas uma mensagem correta a transmitir, mas também motivações corretas para levar a cabo seu ministério”.

(Warren W. Wiersbe)


“O amor tem uma virtude constrangedora de animar os ministros e cristãos em geral no cumprimento do seu dever”.

(Comentário Bíblico Matthew Henry)


“Aquilo que Deus fez por nós deve nos motivar a fazer algo por Deus”.

Warren W. Wiersbe


O amor de Cristo nos motiva?



2. Seu amor é notável (2 Co. 5.14b).

“porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram”.



Paulo tinha convicção que Cristo morreu por todos e que sua morte era em favor e no lugar dos pecadores como a maior demonstração do seu amor. Assim, ele conclui que todos morreram com Cristo ou que todos morreram para o pecado ou que todos estavam mortos em seus pecados.


O amor de Cristo é notável:


A tal ponto de nos convencer.

“porque estamos convencidos de que um morreu por todos”.


Ao morrer na cruz.

“porque estamos convencidos de que um morreu por todos”.


Ao morrer em nosso lugar.

“porque estamos convencidos de que um morreu por todos”.


Ao morrer por todos.

“porque estamos convencidos de que um morreu por todos”.


Ao representar todos em sua morte.

“... logo, todos morreram”.


Os comentaristas bíblicos dizem que:


“Ao morrer nossa morte. Cristo demonstrou amor tão imenso por nós que devemos ser dele, e somente dele para sempre. Objetivo de sua morte é, em essência, fazer-nos pertencer a ele”.

(Denney)


“... é o reconhecimento do amor de Cristo demonstrado em sua morte por todos nós que serve de motivação ao ministério do apóstolo”.

(Colin Kruse)


“... a intenção desse versículo é revela a morte de Cristo como evidência de seu amor”.

Simon Kistemaker


Enxergamos o amor de Cristo?



3. Seu amor é proposital (2 Co. 5.15).

“E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou”.




Paulo ensina que Cristo morreu com o propósito de mudar o objetivo da nossa vida, de modo que não vivamos mais para nós mesmos, mas tão somente para Cristo.


O versículo acima nos ensina que:


Cristo nos amou para corrigir a nossa forma de viver.

“E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos”.


Cristo nos amou para ser a razão do nosso viver.

“... mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou”.


Para compreender melhor as palavras de Paulo, alguns comentaristas bíblicos dizem:


“Observe: Não nós, mas Cristo deveria ser o objetivo do nosso viver e das nossas ações. Um dos objetivos da morte de Cristo era curar-nos desse amor-próprio e levar-nos sempre a agir debaixo da influência imponente do seu amor. A vida cristã deve ser consagrada a Cristo. Viveremos como deveríamos viver quando vivermos para Cristo, que morreu por nós”.

(Comentário Bíblico Matthew Henry)


"Notemos aqui o propósito da morte de Cristo – Ele morreu por nós para que pudéssemos morrer para nós mesmos. Notemos ainda como Paulo prossegue explicando que morrer para nós mesmos é viver para Cristo ou, de forma ainda mais ple