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A Doutrina da Providência Divina.

Atualizado: 26 de fev. de 2020


Introdução


Se Deus criou todas as coisas, ele controla todas as coisas?

Quem preserva, coopera e governa todas as coisas?

Todas as coisas acontecem por acaso ou com um propósito divino?

Segundo à Escritura, quem realmente controla todas as coisas?


A doutrina de Providência divina:


Fala sobre a contínua relação de Deus com a criação;

Ensina que os acontecimentos da criação são determinados por Deus, que é o Criador e Senhor pessoal, porém infinitamente poderoso;

Evita quatro erros comuns sobre o relacionamento de Deus com a criação:


1. Evita o deísmo (Deus criou o mundo, mas o abandonou);

2. Evita o panteísmo (Deus e a criação são uma coisa só);

3. Evita a casualidade (Os acontecimentos da criação são determinados por acaso);

4. Evita o determinismo (Todos os fatos e ações humanas são determinadas pela natureza, ou seja, destino impessoal). [1]


A doutrina de Providência é definida das seguintes formas:


É o cuidado divino sobre todas as suas obras (Sl. 145.9);[2]

É a assistência, cuidado e supervisão de Deus em toda a criação, desde o momento da primeira criação até o futuro na eternidade;[3]

É a atividade contínua de Deus em relação a toda a sua criação;[4]


Deus está continuamente envolvido com todas as coisas criadas de forma tal que:


1) As preserva como elementos existente, que conservam as propriedades com que ele os criou;

2) Coopera com as coisas criadas em cada ato, dirigindo as suas propriedades características a fim de fazê-las agir como agem;

3) As orienta no cumprimento dos seus propósitos.


A doutrina da Providência divina dentro da sua categoria geral tem três subtópicos:


1) Preservação – Deus preserva todas as coisas;

2) Cooperação – Deus coopera com todas as coisas;

3) Governo – Deus governa todas as coisas.


A doutrina de Providência divina:


Gera um desacordo entre os cristãos desde os primórdios da história da igreja, principalmente sobre a relação de Deus com as decisões volitivas dos seres morais;

É uma doutrina bíblica;

Defendida e ensinada pelos calvinistas, porém rejeitada, mal compreendida e refutada pelos arminianos;

Não viola liberdade humana, pois a Enciclopédia da Bíblia diz: “O controle de Deus é garantido e inclui tudo, todavia Deus não viola a liberdade de criaturas racionais e morais. Pode ser difícil compreender isso, uma que não há experiências pessoais que possam se comparar à obra da providência de Deus, mas a Escritura ensina claramente esses pontos. José insistiu que Deus o havia enviado ao Egito e, na verdade, essa confiança o sustentou em todas as suas adversidades. Todavia ele disse: “Eu sou José, seu irmão, aquele que vocês venderam ao Egito!” (Gn. 45.4);

Precisa ser entendida por todos os cristãos, por ser uma doutrina claramente exposta na Escritura;

Traz uma compreensão melhor sobre Deus em relação à criação.


Deus está sempre envolvido na sua criação.

De que forma ocorre esse envolvimento divino na criação?


Deus preserva todas as coisas criadas como elementos existentes, que conservam as propriedades com o que ele os criou.


A Escritura Sagrada nos revela que:


Cristo sustenta todas as coisas por sua palavra poderosa (Hb. 1.3).


“O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa”.


Sustentando no grego é “pherõ que significa “carregar, suportar”.


“pherõ” é usada comumente no NT com o sentido de carregar algo de um lugar para outro, como ocorre em (Lc. 5.18) (o paralítico que foi levado numa maca até Jesus, (Jo. 2.8) a água que foi transformada em vinho sendo levada ao encarregado da festa e (2 Tm. 4.13) a capa e os livros que Timóteo deveria levar para o apóstolo Paulo.


“pherõ” não significa simplesmente “sustentar”, mas apresenta a ideia de controle ativo e deliberado da coisa que se carrega de um lugar a outro.


O Comentário Bíblico NVI diz que “A palavra “sustentar” [...] contém não somente a ideia de “apoio”, mas também a de “movimento em direção a”. Assim, o Filho é descrito como alguém que mantém “o Todo” e carrega e leva adiante para o seu alvo final”.